sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

littlegirl.



Uma pequenina rapariga, para um mundo tão grande, tão ingénua, tão fácil de moldar, tão fácil de fazer acreditar. Um dia, apaixonou-se, acreditou no amor, entregou-se de cabeça sem nunca recuar um passo, cometeu erros, como todos cometem, sorriu durante muito tempo, mas também chorou e sofreu, foi trocada e sentiu-se humilhada. Ela aí aprendeu. Aprendeu que ninguém é perfeito , que ninguém pode ter certezas do que o futuro lhe reserva, aprendeu que o para sempre não existe, que as promessas são em maioria quebradas quando as mesmas têm uma perspectiva elevada. Aprendeu a não confiar, aprendeu a esperar, aprendeu a fazer os outros lutarem para terem algo dela, para que assim só os verdadeiros se mantenham por perto. Mas ela é um ser humano, também erra, fraqueja em maior parte dos passos que dá, é insegura, uma pessoa eternamente magoada, que agora desconfia de tudo e de todos, que tem medo de continuar a crescer. Todos os dias ela tem uma guerra com ela própria, ultrapassar os seus complexos, lidar com as suas próprias manias e com o seu feitio, que apesar de sempre dificil havia piorado após o seu coração ter sido partido. Muitas pessoas que ela considerou importantes abandonaram-na quando mais precisou, trairam-na quando ela caminhava mais fundo a cada passo e lhe tiravam o que mais feliz a fazia no momento, confiou em pessoas que apenas a usaram e logo de seguida a mandaram embora, sem qualquer pedido de desculpa ou remorso de tal atitude. Em nova era invisivel aos olhos dos outros, era uma rapariga de muito poucos amigos, desleixada com o seu aspecto, não queria saber sequer o que os outros pensavam. Hoje continuando uma rapariga simples e que mesmo ligando muito aos que os outros dizem, tem sempre a sua maneira de se querer vestir, sempre com o seu toque de rapaz pelo meio, porque quer dar um ar de durona e não de menina sensivel e frágil que qualquer um pode pegar e usar. Nem todos a vêm, mas uma pessoa viu-a, conheceu-a, fez-la acreditar que ela poderia ser de novo feliz e que podia confiar nele para lhe entregar o coração sem que o mesmo o magoa-se ou parti-se mais. Apesar de viver com constantes medos, ela luta diariamente para voltar a ser feliz, para voltar a sorrir de felicidade e não só para esconder a sua dor. A pequena rapariga continua a crescer e para sobreviver ela tem de lutar, precisa apenas de uma mão de apoio, ela acredita que irá ser feliz, apenas terá de ver o presente e o futuro.

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